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:: A VIDA COM UM PASTOR BRANCO
Revista Cães & Cia - Nº 244 (setembro/1999)



Ele vem ampliando o seu time de admiradores. Saiba como é conviver com o Pastor Alemão Branco





Os registros oficiais garantem. O Pastor Alemão Branco ou apenas Pastor Branco cresce cada vez mais no Brasil. Só para ilustrar, em 1996, quando a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) passou a emitir pedigrees para a raça, houve apenas 52 filhotes com nascimento registrado. No ano passado, o último com dados disponíveis , esse número subiu para quase 400. O crescimento da raça também foi notável no Clube do Pastor Branco do Brasil, sediado no Rio de Janeiro e autorizado a fornecer pedigrees. Em 1996, foram registrados 314 nascimentos Em 1998, 472. Mas a maior concentração de registros desse grande cão branco fica mesmo a encargo da mais antiga entidade da raça no país, a Sociedade Latino Americana do Pastor Alemão Branco (SOLPAB). "De 1994 até agora, temos praticamente 5 mil exemplares com o nasciemnto declarado", informa o presidente da sociedade, Antônio Jorge Caracante. "Nosso levantamento de registros tem sido geral e não anual, mas o crescimento da raça está ocorrendo a cada ano e de maneira significativa", avalia ele.

 

 

Ele foi fortemente discriminado pela cinofilia oficial devido à cor branca. Mesmo assim, os muitos fãs espalhados pelo mundo não o abandonaram. E parece que valeu: sua criação não pára de crescer.

O QUE ELE TEM

Vários motivos regem o crescimento desse cão. A aparência física, claro, é uma delas. "O Pastor Alemão Branco é bonito, imponente, a sua cor agrada muito ao público", comenta Caracante. Mas o sucesso da raça vai além. Ela herdou - nada injustamente - a fama de ser versátil, obediente e boa na guarda, conquistada há tempos pelo "irmão" mais conhecido, o Pastor Alemão tradicional. "O Pastor Alemão Branco, resumidamente reúne três das qualidades mais procuradas nos cães: segurança, obediência e companheirismo", fala Caracante. "Ele é eficiente em tudo o que faz; aprende rápido, gosta de obedecere agradar aos donos, é paciente com as crianças, tem resistência ímpar para atividades físicas e instintivamente sabe ser um bom guardião", descreve.

A criadora e diretora do Clube do Pastor Branco do Brasil, Lia Segadas Vianna, concorda. "Há poucos cães tão versáteis quanto o Pastor Branco", diz ela. "É uma raça de natureza obediente, equilibrada e sobretudo adaptável, pois costuma viver bem com qualquer tipo de dono e em qualquer tipo de ambiente", ilustra a criadora. E ela tem razão. As histórias dos cinco proprietários entrevistados comprovam que versatilidade e capacidade de adaptação são palavras chaves na definição dessa raça. Confira.

 

(OS DEPOIMENTOS ABAIXO FORAM RESUMIDOS A PARTIR DO CONTEÚDO DA REPORTAGEM ORIGINAL)

PARCEIRO DE AGILITY

Bruno Marzulli e Kirk formam uma bela dupla no agility, esporte cada vez mais popular em que o cão e o dono atuam juntos, percorrendo uma pista repleta de obstáculos.

"Eu sempre gostei de cães, até que conheci o Pastor Alemão Branco e meu pai sugeriu que comprássemos um. Foi o que fizemos. Quando ele estava com sete meses de idade, quis treiná-lo para obediência. Indicaram-me a Academia Brasileira de Formação em Agility, a ABRAFA. Ele aprendeu rápido todos os comandos e hoje executa sem hesitação. Enquanto corremos, ultrapassa cada obstáculo, seguindo prontamente as minhas instruções. É rápido e determinado.

Mesmo sendo um esportista nato, Kirk respeita os nosso momentos. Se ninguém está dando bola, ele fica calmo, na dele. Mas se alguém chama para brincar, anima-se todo e vem correndo."

Bruno Marzulli (SP)
Estudante


COMPANHEIRO OBEDIENTE E PROTETOR

Nick faz o estilo "cão família". Mora em uma casa movimentada, com a dona Clara Maria Herrerias, o marido, os dois filhos e o colega canico, um Poodle. Além de se dar bem com todos, tornou-se guarda-costas de Clara.

"Já tive vários cães, e quando meu labrador morreu, comecei a procurar um novo cachorro. Optei pelo Pastor Alemão Branco porque, além de conhecer o alto grau de obediência da raça, achei a cor muito bonita.

É nítido como ele toma conta da gente. Está sempre nos seguindo, principalmente minha filha e a mim. Tem uma incrível capacidade de se moldar ao temperamento das pessoas. Ele é bastante sociável.

Desde um ano de idade, ele tem aulas de obediência básica. Estamos realmente impressionados com o seu poder de assimilação. Ele obedece a tudo. Nick é muito discreto, só late para avisar quando alguém está chegando.

Quando estou com ele, nem me preocupo em trancar a porta ou fechar as janelas. Se vou fazer compras ou algo assim, Nick me espera no carro. Sinto-me super protegida e sei que ninguém conseguirá roubar o veículo."

Clara Maria Herrerias (SP)
Corretora de Imóveis


VIVENDO EM APARTAMENTO

Por cinco anos, Max se acostumou á liberdade espaçosa de uma casa ampla. Então, foi viver com a dona Gabriela Segadas Vianna em um apartamento. Surpreendeu a todos com a capacidade de adaptação e com o comportamento impecável que mantém em seu menor e novo lar.

"Desde os dez anos convivi com o Pastor Branco, porque minha mãe começou a criá-lo. Morávamos em Petrópolis em uma casa. Há quatro anos, vim estudar no Rio e mudei para o apartamento da minha avó. Andava de bicicleta todos os dias, até o dia que fui assaltada e fiquei traumatizada. Resolvi que nunca mais andaria de bicicleta, e realmente fiquei uns cinco meses nessa situação. Aí minha mãe resolveu arriscar. mandou o Max, já com cinco anos, na esperança de se adaptar ao apartamento e de que eu voltasse a sair de bicicleta em sua companhia.

Mesmo com seu tamanho, não cria problemas no apartamento. Não é desajeitado, nem ativo demais. Max tornou-se meu segurança pessoal. Voltei a andar de bicicleta sem medo. E para minha avó, a vinda de Max também foi ótima. Além de gostar de cachorro, ela está levando uma vida menos ociosa pois incluiu o passeio com Max em seus hábitos diários."

Gabriela Segadas Vianna (RJ)
Estudante Universitária


AGRADANDO A DONOS ESPORTISTAS

Luna e Meg são as atléticas cadelas de Chicre Antônio Neto e a mulher, Madelon, dois esportistas convictos. Para acompanhar os donos em tanta atividade, haja fôlego e resistência. Elas têm.

"Sempre fui ligado a esportes e à natureza. Minha mulher também. Há uns três anos decidimos comprar um cão. Queríamos uma raça companheira e resistente, para aompanhar nosso ritmo de vida. Eu já conhecia o Pastor Branco . Compramos uma fêmea, a Luna. Depois de um ano e meio , ficamos com uma de suas filhas, a Meg. As duas nos acompanham em quase todas as nossas atividades esportivas. Adotamos um sistema de revezamento, cada vez saímos com uma delas.

Nas atividades esportivas, a prova de resistência e determinação das cadelas acontece mesmo nos fins de semana, quando fazemos tracking. Percorremos trilhas, às vezes mais fáceis, às vezes mais difíceis. As duas agüentam bem.

Elas adoram essa atividade. Basta que a gente pegue um tênis e um shorts, para ficarem loucas. Chegam a disputar para entrar no carro. Como só levamos uma, aeula que fica, abaixa as orelhas e chora.

A verdade é que elas adoram qualquer esporte. Se formos à praia, e entramos no mar, elas também mergulham. As duas também gostam de frisbee, ficam doidas para pegar o disco no ar. São cachorras companheiras, carinhosas e dispostas a tudo."

Chicre Antônio Neto (RJ)
Vendedor e Biólogo


RELACIONAMENTO ESPECIAL

Átila é dócil e companheiro com todos os familiares de sua dona, Joice Strelniek. Mas a sobrinha dela, a menina Stefanie, que vive sobre uma cadeira de rodas, foi especialmente adotada pelo cão.

"A Stefanie, minha sobrinha, mora comigo e com meu Pastor Alemão Branco, o Átila. Ela tem 14 anos e nasceu com uma má formação nas pernas, que a impossibilita de andar. Átila é extremamente companheiro e afetuoso com todas as pessoas da família, at´[e com meu gato. Mas com Stefanie é mais do que isso. Parece que se sente responsável por ela e a relação dos dois é muito bonita. Tenho certeza que Átila percebe as limitações de minha sobrinha e fica
rodeando-a, como se quisesse protegê-la. Mas apesar do forte instinto de proteção que tem pela menina, ele não a subestima. Brinca bastante com ela. Porém de maneira calma e delicada.

Antes dele, eu tinha receio de deixar Stefanie sozinha. Hoje me sinto segura. Sei que como cachorro dificilmente algum ladrão entrará."

Joice Strelniek (SP)
Operadora de Telemarketing


NOTA DA REVISTA CÃES & CIA: Agradecemos as entrevistados.
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Reportagem: Igor Vinícius
Coordenação, texto e roteiro: Flávia Soares
Revisão técnica: Antônio Jorge Caracante, Hilda Drumond e Lia Segadas


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