:: NOMES E VERTENTES
Revista Cães & Cia - Nº 244 (setembro/1999)


Há duas grandes vertentes para a raça no mundo. A primeira e mais antiga a batiza como Pastor Alemão Branco, argumentando que o cão nada mais é do que a variedade da cor branca do Pastor Alemão tradicional. A outra, mais recente, decidiu adotar o nome Pastor Branco Suiço.
A explicação é simples. A raça ainda não é reconhecida pela Federação Cinológica Internacional (FCI), a principal entidade cinófila mundial, seguida por mais de 70 países e que tem, como norma, adotar o padrão oficial do país de origem de cada raça. Portanto, no caso do pastor Alemão tradicional, o padrão oficial é o redigido na Alemanha, pelo clube especializado da raça. E esse clube não aceita e nem pretende aceitar - conforme declarou o seu assessor de direção à Cães & Cia na edição 215 - a cor branca para a raça Pastor Alemão. Sendo assim, o primeiro passo para obter o reconhecimento internacional desse cão branco pela FCI seria chamando-o por outro nome que não Pastor "Alemão" Branco. Daí ter surgido a vertente que o denomina apenas como "Pastor Branco Suiço". 

No ano de 2002 o Pastor Branco Suiço é reconhecido pelo FCI como cão de raça pura.


PASTOR BRANCO SUIÇO

Quem adotou a linha "Pastor Branco Suiço" já teve alguns progressos frente à cinofilia oficial. Em vários países como Canadá, Suíça, Holanda, Tchecolosváquia, Áustria e até Brasil, a raça já conseguiu o reconhecimento nacional. É que as entidades cinófilas máximas de cada país filiado à FCI têm autonomia para reconhecer raças em âmbito nacional, desde que não contrariem as regras internacionais. E o nome Pastor Branco Suiço ao contrário do nome Pastor "Alemão" Branco, não as contraria.

O reconhecimento nacional traz benefícios. No Brasil, por exemplo, a entidade máxima seguidora da FCI, a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) concede pedigrees ao Pastor Branco Suiço, desde 1996. A partir de 2002, o Pastor Branco Suiço é reconhecido internacionalmente,  esses pedigrees passam a valer em todos os países do mundo que seguem a FCI. O Pastor Branco Suiço também ganhou o direito de participar de exposições da CBKC em qualquer estado brasileiro e de conquistar certificados de aptidão e títulos. 


PASTOR ALEMÃO BRANCO

Os motivos daqueles que insistem em utilizar o nome Pastor Alemão Branco são compreensíveis. A cor branca, de fato, sempre existiu espontaneamente no Pastor Alemão tradicional. No início do século 20, os exemplares brancos - ainda que não nascessem com muita freqüência - faziam parte do padrão oficial alemão e recebiam pedigrees. A errônea suspeita de que a cor branca da raça estivesse ligada ao albinismo e a outros males hereditários foi o motivo inicial de eliminá-la da grande criação oficial. Hoje, até o clube da raça na Alemanha reconhece a suspeita como improcedente. Mas a proibição da cor permanece como falta eliminatória.

Em um passado não muito distante, as pessoas defendiam e ainda defendem o uso da palavra "Alemão" na raça esperavam conseguir a aceitação da cor como variedade do Pastor Alemão. Hoje essa situação está mudando. Uma parcela significativa dos defensores do Pastor Alemão Branco está contentada em manter tudo como já é. Ou seja, perpetuando a criação ao largo da grande cinofilia oficial e por meio de entidades independentes emitir pedigrees e promover exposições. É isso que ocorre atualmente no Brasil. 

 

NOTA DA REVISTA CÃES & CIA: Agradecemos as entrevistados.
----------------------------------------------------------------
Reportagem: Igor Vinícius
Coordenação, texto e roteiro: Flávia Soares


Canil Scatle - www.canilscatle.com.br
Cotia - SP
Telefone: (11) 4159-1797 / 97161-7628