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Há
duas grandes vertentes para a raça no mundo. A primeira e mais
antiga a batiza como Pastor Alemão Branco, argumentando que o cão
nada mais é do que a variedade da cor branca do Pastor Alemão
tradicional. A outra, mais recente, decidiu adotar o nome Pastor Branco
Suiço.
No ano de 2002 o Pastor Branco Suiço é reconhecido pelo FCI como cão de raça pura.
Quem adotou a linha "Pastor Branco Suiço" já teve alguns progressos frente à cinofilia oficial. Em vários países como Canadá, Suíça, Holanda, Tchecolosváquia, Áustria e até Brasil, a raça já conseguiu o reconhecimento nacional. É que as entidades cinófilas máximas de cada país filiado à FCI têm autonomia para reconhecer raças em âmbito nacional, desde que não contrariem as regras internacionais. E o nome Pastor Branco Suiço ao contrário do nome Pastor "Alemão" Branco, não as contraria. O reconhecimento nacional traz benefícios. No Brasil, por exemplo, a entidade máxima seguidora da FCI, a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC) concede pedigrees ao Pastor Branco Suiço, desde 1996. A partir de 2002, o Pastor Branco Suiço é reconhecido internacionalmente, esses pedigrees passam a valer em todos os países do mundo que seguem a FCI. O Pastor Branco Suiço também ganhou o direito de participar de exposições da CBKC em qualquer estado brasileiro e de conquistar certificados de aptidão e títulos.
Os motivos daqueles que insistem em utilizar o nome Pastor Alemão Branco são compreensíveis. A cor branca, de fato, sempre existiu espontaneamente no Pastor Alemão tradicional. No início do século 20, os exemplares brancos - ainda que não nascessem com muita freqüência - faziam parte do padrão oficial alemão e recebiam pedigrees. A errônea suspeita de que a cor branca da raça estivesse ligada ao albinismo e a outros males hereditários foi o motivo inicial de eliminá-la da grande criação oficial. Hoje, até o clube da raça na Alemanha reconhece a suspeita como improcedente. Mas a proibição da cor permanece como falta eliminatória. Em um passado não muito distante, as pessoas defendiam e ainda defendem o uso da palavra "Alemão" na raça esperavam conseguir a aceitação da cor como variedade do Pastor Alemão. Hoje essa situação está mudando. Uma parcela significativa dos defensores do Pastor Alemão Branco está contentada em manter tudo como já é. Ou seja, perpetuando a criação ao largo da grande cinofilia oficial e por meio de entidades independentes emitir pedigrees e promover exposições. É isso que ocorre atualmente no Brasil.
NOTA
DA REVISTA CÃES & CIA: Agradecemos as entrevistados. Canil
Scatle - www.canilscatle.com.br
Cotia - SP Telefone: (11) 4159-1797 / 7161-7628 |